Faculdade de Belas Artes de Lisboa – No Labirinto dos Corredores do Convento [PT] |  Fine Arts School of Lisbon – In the Labyrinth of the Convent’s Corridors [ENG]

May 17, 2015 § Leave a comment

[PT]

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Nesta intervenção a Anita, o John e eu decidimos colocar as nossas imagens sob o formato de marca de livro, com o intuito de levar a “Viagem do Elefante” de volta à sua essência – o livro –, já que o seu nome advém de um livro.

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Como em tantas das intervenções d’ ”A Viagem do Elefante”, a Faculdade de Belas Artes de Lisboa mostrou-se, tela tantas vezes usada por gerações de jovens e exponenciais artistas, local de mistério, de sombras, de corredores labirínticos, de histórias, de fantasmas de uma anterior população religiosa, que fez do convento de São Francisco a sua casa. Para mim, este edifício tem história, faz parte da minha história. Aqui estudei no meu primeiro ano de Arquitectura e ganhei o gosto de vir ao Chiado (onde se localiza o edifício), respirar. Respirar… respirar o quê? Respirar porquê? Respirar a cidade, respirar Lisboa nos seus habitantes, na sua pulsão de vida, no fervilhar de um sangue ou seiva urbanos que aqui se encontram. Como não levar o Elefante ao coração da cidade e ao coração das artes plásticas?

Pensei que após decidir aqui vir, a intervenção ia passar por colocar as marcas de livros dentro dos livros da biblioteca, tal como o John e eu pensámos em fazer na Biblioteca do Barbican Center em Londres, em Novembro passado. Mas a biblioteca é guardada a sete chaves, o seu tesouro – os livros – enclausurados nas estantes das bibliotecárias e a arte, mais uma vez, torna-se inacessível ao público em geral… o contrário do que o Elefante quer, espera e advoga. Por isso, e naturalmente, os cacifos dos alunos foram o local que se apresentou como o ideal e certo. Que nem sombra nos corredores, ou fantasma de monge que surge na escuridão do edifício, fui-me escondendo e inserindo as imagens dentro de alguns cacifos e fugindo, que nem ladrão com medo de ser apanhado por… estar a tentar oferecer imagens a mentes ávidas de jovens e potenciais artistas. Os cacifos foram selecionados e as imagens inseridas… e a reação? Ficará escondida na penumbra dos corredores? Ou sairá para a luz do dia, acompanhada pela natural curiosidade de quem procura forma de se exprimir?

Como curiosidade, ao sair do edifício encontrei o meu professor de fotografia – “Carla, o que estás aqui a fazer?”………

Carla Duarte

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[ENG]

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For this intervention Anita, John and myself decided to insert our images in bookmarks, in order to take “The Elephant’s Journey” back to where it belongs – the book -, as the project’s name comes from a book.

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As with so many of “The Elephant’s Journey” interventions, the Fine Arts School of Lisbon showed itself, often used canvas by generations of young and exponential artists, home of mystery, shadows, labyrinthic corridors, stories, ghosts of an ancient religious population, that lived at St. Francis Convent for centuries. For me, this building has a history, is part of my history. I studied here on my first year of architecture and learned to love to come to Chiado (where the building is located) bread. Bread… Bread what? What’s the reason to bread? Bread the city, bread Lisbon in its inhabitants, in its life drive, in the bursting of blood and urban lifeblood that you can get here. I had to take the Elephant to the heart of the city and the heart of the fine arts.

When I decided to come here, I thought the intervention would be to put the bookmarks inside the school’s library, such as John and I had thought to do at the Barbican’s Center Library in London, last November. But this library is kept locked, its treasure – the books – are cloistered in the bookshelves of the librarians (such as the monks where cloistered in the buiding’s cells, centuries ago) and art, once more, is inaccessible to the public in general… the opposite of what the Elephant wants, expects and argues. So the student’s lockers came as a natural and correct support for the bookmarks. Such as a shadow sneaking in the corridors, or a monks ghost coming from the darkness of the building, I hided myself and inserted the images inside the lockers and ran away, like a thief afraid to be caught for…. offering images to eager minds of young and potential artists. The lockers where selected, the images inserted and the reaction? Will it stay hidden on the dark of the corridors? Or will it come to daylight, surrounded by the natural curiosity of those who seek ways to express themselves?

As a curiosity, when I was leaving the building I met my photography professor – “Carla, what are you doing here?”…………

Carla Duarte

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