Art as a Social Practice

September 6, 2014 § Leave a comment

For many the ultimate aim of art is for the work to be hung on sterile white walls in a gallery far away from the original context of the work. But what is the meaning of this work? What is the meaning of this work in this decontextualised place? What does it mean to the artist? The gallery owner? The viewer? And what criteria was used to commission this work and what compromises were made? And who benefits from it all?

For me The Elephant’s Journey is about finding alternatives to such neoliberal/capitalist mode of artistic production and to question conventional modes of curation. Rather than conforming to the seemingly arbitrary practices and conventions of art worlds (Becker, 1982) we can be in control of our own practices and make decisions that do not compromise our work and beliefs. Art as a social and political practice in the urban environment as opposed to art being elevated to commodity status in a decontextualised space for a particular viewer. Instead we respond to urban spaces and document our practice in our own terms without needing consider the demands of common conventions.

Using the spaces of Deptford for the journey creates a meaningful context for me as it allows me to further engage with a well-known area. The familiar walls take on new meaning when each and every wall, hoarding, street sign, etc. becomes ‘A Possible Canvas’ (Duarte, 2014). We carefully curate the space – each image has its place although we respond to the space spontaneously. The image chooses the place and the place the image. No permission, approval or funds necessary; no constraints to jeopardise our motives and movements; no getting hung up on administrative tasks. We subsequently react to the new meaning in this context, appropriating it accordingly and observing and documenting the changes in this physical and sociological space. The documentation is crucial to our artistic practice as it allows us to continuously engage with and respond to the space and evaluate and reflect on our own work and responses. What do the changes tell us about the space? What does the space tell us about the changes? How does the space transform the images? How do the images transform the space?

What will come at the end of it? A record of our practice? No. As John Levett mentioned in acknowledgment of the current “Not All Documents Are Records” at Open Eye Gallery, Liverpool Biennial, the documentation of an event does not necessarily result in a record, a condensed version readily packed into a commodity to be viewed out of context. Instead it is an ongoing process, a continuous evaluation of a social practice, of a process that places art in an urban context. It’s about using available meaningful space that allows for a meaningful response.

Anita Strasser

 

{PT]

A Arte como uma Prática Social

Para muitos, o objectivo final da arte é pendurar o trabalho nas paredes brancas e estéreis de uma galeria, longe do seu contexto original. Mas qual é o significado desse trabalho? Qual é o sentido desse trabalho neste local descontextualizado? O que significa para o artista? Para o dono da galeria? Para o observador? E que critérios foram usados para encomendar este trabalho e quais os compromissos estabelecidos? E quem beneficia de tudo isto?

Para mim, “A Viagem do Elefante” permite-nos encontrar alternativas às formas de produção neoliberais/capitalistas e de questionar os modos de curadoria. Em vez de nos conformarmos com as práticas e convenções aparentemente arbitrárias do mundo da arte(Becker, 1982), podemos controlar as nossas próprias práticas e tomar decisões que não comprometam os nossos trabalho e crenças. A arte como uma prática social e política no meio urbano em oposição à arte ser elevada a um estatuto de comodidade, num espaço descontextualizado, para um observador particular. Em vez disso, nós respondemos aos espaços urbanos e documentamos a nossa prática nos nossos próprios termos, sem necessitarmos de considerar as exigências das convenções habituais.

Usar os espaços de Deptford para esta viagem, providencia-me um contexto com significado, já que me permite envolver com uma área que me é muito familiar. As paredes que me são familiares adquirem um novo significado quando cada parede, vedação, placa de rua, etc., se torna “Uma Tela Possível” (Duarte, 2014). Nós tratamos da curadoria do espaço – cada imagem tem o seu lugar, embora respondamos ao espaço espontaneamente. A imagem escolhe o espaço e o espaço a imagem. Não são necessárias aprovações ou fundos; não há constrangimentos que possam prejudicar os nossos motivos ou movimentos; não vamos ficar presos a tarefas administrativas. Nós subsequentemente reagimos ao novo significado neste contexto, apropriando-nos em conformidade com ele e observando e documentando as alterações no espaço físico e sociológico. A documentação é crucial para a nossa prática artística, já que nos permite envolvermo-nos continuamente com o espaço, respondendo-lhe e avaliando/reflectindo sobre o nosso trabalho/respostas. O que é que as mudanças nos dizem sobre o espaço? O que é que o espaço nos diz sobre as mudanças? Como é que o espaço transforma as imagens? Como é que as imagens transformam o espaço?

O que virá no fim? Um registo da nossa prática? Não. Como John Levett mencionou em reconhecimento da actual exposição “Nem Todos os Documentos são Registos”, na Galeria Open Eye, na Bienal de Liverpool, a documentação de um evento não tem necessariamente que resultar num registo, uma versão condensada e comoda e rapidamente empacotada para ser vista fora de contexto. Pelo contrário, é um processo em evolução, uma contínua avaliação do prática social, de um processo que coloca a arte num contexto urbano. Refere-se à utilização de espaços com significado, que permite uma resposta com significado.

 Anita Strasser

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