Thinking through

August 23, 2014 § Leave a comment

This is one of a number of  thought-pieces in which I will try to think through the purposes & implications of the workings of The Elephant’s Journey.

One of the purposes of The Elephant’s Journey is to consider and propose modes of art making and arenas of curation; to work within, what Carla Duarte has described as, A Possible Canvas.

At the heart of our practice is the documentation of our actions. We are at an early stage of what we see as an on-going practice of returning work, derived from the urban sphere, back to its source. Recording and documenting that cycle is at its beginning in this weblog.

‘Recording and documenting’: these two processes are the consideration of a current exhibition at Open Eye Gallery in Liverpool. “Not All Documents Are Records” is a contributing exhibition to the current Liverpool Biennial 2014 and addresses art practice, production and presentation & how these processes are retained as cultural-historical documents whilst maintaining the ‘integrity’ of the record of what has, in actuality, happened within an art exhibition. Is the documentation a true record or a partial representation of the ‘happening’ of an exhibition — did it do what it said on the box? Is documentation partial and on-going; is a record a final statement of what we believe happened. It’s a consideration of, to quote Open Eye’s gallery brochure, “… the fact that, in archival and administrative terms, not all documents are systematically filed and organised to become official records.”

If the distinction between ‘document’ and ‘record’ is to be retained then The Elephant’s Journey engages in documentation (by photographing the actions of the participants) but does not create a record (if a record is a ‘final’ document that is no longer changeable).

On these terms The Elephant’s Journey is an unfinished practice and, with no duration time set, will remain unfinished. No great retrospective!

All of the ‘documentation’ of The Elephant’s Journey is a collective piece in that its participants are free to document their actions in whichever way they choose without amendment by any other participant. Each of our actions are documented by their maker(s) and interpreted on their own terms.

The record of The Elephant’s Journey is not a final document; no record exists, nor can it exist, because there is no stated fixed ’space’ (however interpreted) in which the participants engage in a practice. All spaces are A Possible Canvas — a pavement, a wall, a hoarding, a window, a lamp-post, a garage door, a wire fence, a bus stop shelter, a street sign, a coffee shop table, a gift to a passer-by, a bus seat … and so it goes.

Is a definition needed? No. So why say all of this? Because it’s a useful way of finding out what one thinks by starting to speak and finding out what results — this too is a feature of The Elephant’s Journey.

John Levett

 

[PT]

Pensando

Esta é uma série de textos de análise nos quais vou tentar reflectir nos objectivos e implicações dos trabalhos da “Viagem do Elefante”.

Um dos objectivos da “Viagem do Elefante”, é considerar e propor formas de produzir arte e arenas de curadoria; trabalhar dentro que que a Carla Duarte descreveu como Uma Tela Possível.

No coração da nossa prática, está a documentação das nossas acções. Nós estamos numa fase embrionária do que vemos como uma prática em curso de trabalho que nos é “devolvido” e que deriva da esfera urbana e de regresso à sua fonte. Gravar e documentar este ciclo está no seu início neste blogue.

 “Gravar e documentar”: estes dois processos são a base de uma exposição actualmente em curo na Open Eye Gallery em Liverpool. “Nem todos os Documentos são Registos” é uma das exposições patentes na Liverpool Biennial 2014 e aborda a prática artística, a produção e a apresentação e como é que estes processos são vistos como documentos histórico-culturais, enquanto mantêm a “integridade” do registo do que aconteceu, efectivamente, na exposição de arte. É a documentação um registo verdadeiro, ou uma representação parcial da exposição enquanto “acontecimento” – fez o que estava descrito? A documentação é parcial e em andamento; é o registo uma declaração final do que acreditamos que aconteceu. É uma consideração de, para citar a brochura da galeria Open Eye, “… o facto de, em termos arquivísticos e administrativos, nem todos os documentos são sistematicamente arquivados e organizados para se tornarem registos oficiais.”

Se a diferença entre “documento” e “registo” é para ser guardada, então “A Viagem do Elefante” está relacionada com documentação (já que fotografa as acções dos participantes), mas não cria um registo (se um registo for um documento “final” que não pode ser alterado).

Nestes termos, “A Viagem do Elefante” é uma prática inacabada e, já que não tem tempo de duração, manter-se-á inacabada. Sem grande retrospectiva!

Toda a “documentação da “Viagem do Elefante” é um trabalho colectivo em que os participantes são livres de documentarem as suas acções da forma que escolherem, sem qualquer alteração por parte de qualquer um dos participantes. Cada uma das nossas acções é documentada pelo seu criador(es) e interpretada pelos seus próprios termos.

O registo de “A Viagem do Elefante” não é um documento final; não há nenhum registo, nem pode haver porque não há um espaço fixo definido (embora interpretado) no qual os participantes se comprometam numa prática. Todos os espaços são Uma Tela Possível – um pavimento, uma parede, uma vedação, uma janela, um candeeiro, uma porta de garagem, uma porta, uma cerca de arame, um abrigo de transportes públicos, um sinal de rua, uma mesa de café, uma prenda para os transeuntes, um banco de autocarro… e por aí fora.

É necessária uma definição? Não. Então porque dizer tudo isto? Porque é uma forma útil de descobrir o que pensamos ao começarmos a falar e descobrir o que daí resulta – isto também é uma característica de “A Viagem do Elefante”.

John Levett

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