“Os sítios têm que ficar longe uns dos outros…”, têm mesmo? “Places must remain apart from each other…”, do they?

August 5, 2014 § Leave a comment

Lisboa, 31 de julho 2014, ao final da tarde…

Lisbon,  July  31, 2014, at the end of the day…

Parede #1 – Estas são as primeiras imagens que afixamos. É o início de uma nova viagem dentro de uma outra viagem, uma vez que as imagens  antes de estarem neste novo espaço já tinham percorrido um longo caminho e ainda antes disso,  tinham primeiro  sido olhadas, captadas, escolhidas e recriadas em papel. São agora janelas que possibilitam uma  ligação entre diferentes sítios (e diferentes tempos) e que agora pertencem também a uma nova cidade, onde podem ser vistas e novamente olhadas.

Wall #1 – These are the first pictures that we hang. It is the beginning of a new journey within another journey, since the images before they were in this new space,  had already traveled a long way, and even before that, they had first  been looked, captured, chosen and recreated on paper. They are now windows that allow a link between different places (and different times) and that belong now also to a new city, where they can be seen and looked again.

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Parede #2 – O espaço e a forma como está (des)organizado influencia a nossa maneira de estar e de nos sentirmos na cidade –umas vezes mais protegidos, outras vezes mais vulneráveis… Este é um espaço de passagem, provisório, abrigado… haverá tempo, neste espaço,  para  ver e reparar nas imagens?

Wall # 2 – The space and the way it is (dis)organized impacts on our way of acting and feeling in the city – sometimes more protected, sometimes more  vulnerable… This new hanging place is a crossing, temporary and sheltered space … will there be time, in this place,  to see and look at them?

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Parede #3 – Um lugar de ausências que encerra o passado  e que agora alberga  a representação de outros lugares. Um lugar irrepetivel com imagens  reproduziveis.  Estas imagens passaram a pertencer a este lugar, a dar-lhe uma nova funcionalidade e um novo sentido.

Wall#3 – A place of absences that encloses  the past and shelters now the representation of other places. An unrepeatable place with reproducible images. These images belong now to this place, giving  it a new functionality and a new meaning.

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Parede #4 – As últimas imagens deste primeiro dia a serem colocadas. Não é só o espaço que é um limite a esta viagem, o tempo também o é. É preciso tempo para analisar, escolher e decidir. Mas também é preciso  tempo sem limites, tempo para aprender a ver, a olhar, a reparar… Os materiais para afixá-las vão ser importantes para compreender a  sua permanência ou ausência das paredes, mas será o tempo (sempre o tempo)  que revelará o que verdadeiramente se perdeu (se for perdido)… e o que se encontra para ser descoberto…

Wall #4 – The last images of the day to be hung.  It’s not only the space that is a limit to this journey, is also time. It takes time to analyse, to choose and to decide.  But it takes also time without limits, time to learn to see, to look, to notice…The materials used to fix them will be important to understand  their  remaining or absence from the walls, but it will be time (always time) that will unveil the understanding of  what was really lost (if lost)… and  what is found  to be discovered…

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